sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gabeira comenta o comperj...






Ontem, visitei Itaboraí.

Os problemas lá estão muito ligados agora à construção de uma grande empresa petroquímica. No passado, a cidade exportava muito pelo Porto das Caixas. Uma estrada substituiu o porto e Itaboraí entrou em decadência. Pode florescer de novo com o petróleo, mas o petróleo também é passageiro.
Lembrei da famosa laranja de Itaboraí. Era famosa aqui no Rio e em outros mercados consumidores do Brasil. O mercado cresceu mas a laranja de Itaboraí quase que desapareceu. Uma pena. Ao sair do hotel Pedra Bonita, onde aconteceu nosso debate, pensei na situação especial do Estado do Rio.
Nossa região metropolitana é o segundo mercado urbano do Brasil. E nossa agricultura tem um peso ínfimo na economia, apenas um por cento. Muitos se conformam com isso, afinal, com quase 43 mil km2, o Estado do Rio é um dos menores do Brasil. Teoricamente não há terras. Israel é um país pequeno, no entanto produz inúmeras frutas para a Europa. O Rio terá Olimpíadas e Copa do Mundo. O mercado, portanto, tende a ampliar.
Se soubermos explorar um nicho na agricultura, usando os recursos científicos disponíveis, poderíamos voltar a ocupar um grande espaço no mercado metropolitano e, quem sabe, até exportar. Daí meu apoio à escola de agricultura orgânica em Paulo de Frontin. E o apoio à uma agencia que articule todos os órgãos de pesquisa em agricultura para buscar uma saída para o setor no Rio, a partir de nossa realidade territorial.
Isso foi apenas um pequeno tema em nosso encontro, pois a questão do transporte coletivo, o grande drama metropolitano, ocupou o principal espaço. O Rio não pode se resignar a uma posição tão modesta na agricultura